O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma condição que pode afetar profundamente a vida de uma pessoa, interferindo em aspectos sociais, pessoais e profissionais, exigindo atenção multidisciplinar para garantir qualidade de vida e inclusão.

Segundo o portal do Ministério da Saúde, estima-se que entre 5% e 8% da população mundial conviva com o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.

Embora muitas delas tenham uma vida produtiva e ativa, há casos em que os sintomas são tão intensos que interferem diretamente na capacidade de trabalho. 

Considerando os benefícios previdenciários concedidos pelo INSS, como o auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez, é comum que pacientes e familiares questionem a possibilidade de acesso a esse direito em casos de TDAH.

Mas, afinal, pode se aposentar por TDAH? Continue a leitura e confira.

Entenda o TDAH e suas consequências

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade é um transtorno neurobiológico, que geralmente se manifesta na infância e pode persistir na vida adulta da pessoa. 

Sua causa tem um forte componente genético e seus principais sintomas são caracterizados pela desatenção, hiperatividade e impulsividade, os quais podem variar de intensidade conforme cada indivíduo.

Esses sintomas podem gerar:

  • dificuldades de concentração,
  • problemas de organização,
  • dependendo da intensidade, crises de ansiedade.

Em atividades que exigem foco constante e controle emocional, essas dificuldades e problemas podem se manifestar de forma mais intensa. Em casos mais graves, o transtorno pode levar à incapacidade laboral total e permanente.

Como é feito o diagnóstico da pessoa com TDAH?

O diagnóstico do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade é clínico e realizado por uma equipe multidisciplinar que pode incluir psicólogos, psiquiatras e neurologistas, entre outros profissionais, e que utilizam escalas específicas de TDAH para quantificar os sintomas.

Leia também: Agora, alguns benefícios do INSS podem ser solicitados no cartório?

A pessoa com TDAH pode se aposentar pelo transtorno? 

A resposta é sim, a pessoa com TDAH pode se aposentar pelo transtorno. No entanto, dependendo da gravidade do seu caso, ela precisa estar na qualidade de segurado do INSS

Como funciona o processo para ter direito ao benefício? Somente o diagnóstico do transtorno não garante a aposentadoria por incapacidade. 

Para ter direito à aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez), o trabalhador ou a trabalhadora precisam comprovar que o TDAH impossibilita o exercício de qualquer atividade profissional de forma permanente e total.

Caso o impedimento seja temporário, poderá ser solicitado o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença).

Após a comprovação de que o TDAH enquadra a pessoa como deficiente, mesmo que ela seja menor de idade, é possível ter direito ao Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência (LOAS), desde que cumpra os critérios exigidos pela Previdência.

Em especial, para ter direito à aposentadoria por TDAH, o trabalhador precisa comprovar:

  • a incapacidade laboral total e permanente,
  • a condição de segurado.

Exigências para requerer a aposentadoria por TDAH 

A aposentadoria é um direito do segurado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), seja ele trabalhador em regime de CLT ou autônomo.

Ela pode ser programada. Nesse caso, é concedida com base na idade e/ou no tempo de contribuição do segurado (trabalhador)

Também pode ser concedida por invalidez (incapacidade permanente), que ocorre quando o segurado comprova a incapacidade total e permanente para o trabalho.

A aposentadoria por TDAH se enquadra no modelo por incapacidade e para solicitá-la é preciso:

  • comprovar a qualidade de segurado e carência mínima exigida pelo INSS (geralmente 12 contribuições, salvo exceções legais),
  • apresentar laudos médicos completos que comprovem o diagnóstico e a evolução do transtorno,
  • comprovar a incapacidade laboral total e permanente por meio de relatórios médicos e perícia realizada pelo INSS,
  • anexar histórico profissional, mostrando como o TDAH impacta a capacidade de exercer as funções.

Essa solicitação pode ser realizada via o aplicativo “Meu INSS”. No entanto, a orientação e o apoio de um advogado previdenciário de sua confiança evitam erros na organização e envio da documentação, e também ajudam a fortalecer o pedido, reduzindo as chances de negação.

Depois de conferir como funciona a aposentadoria por TDAH, que tal continuar aqui no nosso blog para saber sobre o direito na redução de carga horária para acompanhar filho com TEA?

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